" O grande homem é o homem livre" - Kung-Fu-Tse (Confúcio - 孔夫子)
A liberdade de imprensa é talvez a liberdade que mais tem sofrido pela degradação da idéia da liberdade.
Albert Camus

"Atrás da anonímia se alaparda a covardia, se agacha o enredo, se ancora a mentira, se acaçapa a subserviência, se arrasta a venalidade."
Rui Barbosa

Meus textos

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A laicidade como princípio fundamental da liberdade espiritual e da igualdade

por
Henri Peña-Ruiz(*)

Alguns homens crêem em Deus. Outros não. A liberdade pressupõe o caráter facultativo da religião ou do ateísmo. Por isso se usará aqui o termo genérico «opção espiritual», que não favorece nem uma nem a outra versão da espiritualidade. A igualdade pressupõe a neutralidade confessional do Estado e das instituições públicas, para que todos, crentes e não crentes, possam ser tratados sem privilégio nem estigmatização. Assim se alcança a maior justiça no tratamento das diversas opções espirituais. A separação do Estado e de qualquer igreja não significa luta contra a religião, mas sim, simplesmente, vocação para a universalidade, e ao que é comum a todos os homens para lá das suas diferenças. As diferenças não são negadas, mas podem sim viver-se e assumir-se livremente na esfera privada, quer se expresse a nível individual ou a nível coletivo (a confusão entre dimensão coletiva e caráter juridicamente público é um sofisma, pois confunde o que é comum a certos homens e o que é de todos).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Encanto

Nevo

 

Encanta-se com seus cabelos, que lhe vão à cintura;

Com seu sorriso maroto e gracioso jeito de andar;

Ao falar, lhe vê na boca, fascínio expresso em candura,

Mas o que de fato lhe enfeitiça é o brilho do seu olhar!

 

Duas estrelas brilhantes de apenas uma alma do mundo,

Dupla única no seu céu, ilumina e nutre seu universo,

Impondo-lhe refletir sobre o infinito e filosofar taciturno:

Quem és? De onde vens trazer sonho em prosa e verso? 

 

Quem és, afinal? Que mistérios se escondem no passado?

Qual será a origem deste elo indestrutível e indissociável,

A mantê-lo sob controle, passivo, feliz, mas escravizado,

Em conflito com seu ego libertário, paradoxo inconciliável!

 

O amor preenche-lhe todos os vazios da alma,

Mas aflições lhe impõem causas para dor buscar

E a razão lhe diz, sincera, contundente e calma:

Extirpado o egoísmo, o amor tomará o lugar!