" O grande homem é o homem livre" - Kung-Fu-Tse (Confúcio - 孔夫子)
A liberdade de imprensa é talvez a liberdade que mais tem sofrido pela degradação da idéia da liberdade.
Albert Camus

"Atrás da anonímia se alaparda a covardia, se agacha o enredo, se ancora a mentira, se acaçapa a subserviência, se arrasta a venalidade."
Rui Barbosa

Meus textos

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Flor de Outono

Noite quente de outono
Música marcante e melancólica
Acende luzes no passado:
Jardim florido e fecundo.

Lembrança de ideais que avultam,
Inexplicável fé irracional,
Lançam sementes de esperança
No futuro do meu mundo.

O esplendor rompe limites,
Que transcendem a face bela
Vão para além do ventre
Que abriga a vida singela.

Com olhos da Terra se vê
Ser que geme, chora e ri,
Mas ainda sem consciência
Das alegrias que vivi.


Flor de outono que ilumina
Vibra fibras da lembrança
Mente quieta descortina
Alegria vivaz de criança

Mas não há tempo passado
Que apague o que vai na alma:
Seu sorriso iluminado
E olhar meigo que acalma.

Do passado, presente e futuro,
Das riquezas que amealhei,
Cabe-lhe um quarto inteiro.

Herança de ascendente que ascende:
Substantivo amor e saber,
Que levo além do derradeiro.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

30 de abril de 1984: um dia inesquecível!


Hoje não é exatamente um dia como os outros... Gostaria muito de estar mais animado, com muita disposição e inspiração, coisas de que uma gripe extemporânea insiste em me privar. Talvez, se estivesse com as ideias mais claras, pudesse ser mais preciso para descrever todas as coisas que rondam a minha mente e fustigam meu coração.
Definitivamente, entretanto, sou o último ser humano na face deste planeta que teria algo a reclamar da vida! Não tenho posses, não sou bonito no dizer convencional do senso comum, nem possuo um belo corpo e mesmo minha inteligência e saber não são merecedores de destaque. Mas vou vivendo e tenho motivos de sobra para afirmar que sou um cara feliz e, ainda, perguntar ao Universo: por que, afinal, a distinção de ser contemplado com tão valiosas pérolas a brilhar em torno de mim?
Minhas três filhas são bem diferentes entre si, cada uma com sua personalidade e suas virtudes, que as fazem seres especiais. Claro que também têm seus defeitos, que não os vejo e, se os visse, não os salientaria, a não ser no silêncio da minha consciência, identificando aquilo que herdaram de mim. Isto serve para as reflexões pessoais na tentativa de domar minhas más inclinações. 
Não há nenhum "mas" a ser colocado. O amor é incondicional e se estende aos seus frutos. Cada uma delas é protagonista da sua própria história e as cenas do cotidiano poderiam aqui ser relatadas uma a uma desde o momento em que surgiram para esta vida. Ou até mesmo antes disso...
Hoje, 30 de abril de 2015, é dia de comemorar o nascimento da minha caçula, relembrando eventos da sua infância e adolescência, que formaram o alicerce da sua personalidade adulta. Foram muitos os momentos de alegria e de experiências diversas, culminando com um perfil vitorioso de pessoa que não se curva diante das dificuldades e persegue com afinco e dedicação seus objetivos.
Não sei se posso afirmar com segurança, mas tenho fortes suspeitas de que ela se enquadra perfeitamente nas concepções balzaquianas para mulheres da sua idade, que vicejam com a madureza e demonstram poder e segurança a cada superação; brilham diante das dificuldades e, tal como as flores, levantam-se das intempéries exalando, majestosas, seu perfume e beleza. 
Não seja esta, querida filha, apenas uma manifestação fortuita de um pai orgulhoso, mas sobretudo, augúrios de um futuro repleto de realizações positivas, das quais colherás os saudáveis frutos conquistados por teus méritos pessoais.
Não esmorecer, é recomendação plenamente dispensável para a mulher de brio que demonstras ser, embora o instinto paternalista me insta a dizer: estou aqui! Te abraço!